Seis horas da manhã, hora de encarar o centrão, o metrozão....os bafão do povão.....
Fora esse detalhe que descrevi acima....Tudo é tão esquisito numa manhã comum, e rotineira, confusão, um turbulhão de emoções, numa manhã comum, pra mim só a vontade de não estar ali, mas a obrigação me faz levantar, mesmo que de olhos fechados seguir...por essas ruas que conheço, mas não mais vejo, porque por onde ando só vejo teu olhar,
em cada sinalização, em cada condução dos meus passos, pelo seguimento dos dias, penso em não voltar mais ali, para evitar um olhar que não poderei mais ter, um olhar impossível, um olhar sem visão.
É essa a sensação que me dá..quando atravesso o avesso de mim.
Um dos textos que mais gostei, esse ar de rotina, a moça que segue, apenas segue. É levada pelo vento da rotina que impulsiona seu corpo para frente. Uma xícara de café, um livro na mão, ela veste um sobretudo. Em breve terá que entrar no trabalho, o transporte público é um caos, seus pensamentos também... seguir, concentrar-se em seus passos na calçada. Nesta quimera de rostos, é possível perceber o rosto deste texto, em meio a multidão.
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